
Os programas jornalísticos este ano ganharam força na tevê brasileira, das grandes emissoras do país, apenas a Rede TV não produz programas do gênero. (Mas bem que citei grandes emissoras e tenho lá minhas dúvidas se tal título cabe ao canal).
Na Rede Globo, temos Profissão Repórter e Globo Repórter. O Câmera Record e o Repórter Record são exibidos pela Rede dos Bispos. O “jornalista” Datena comanda o jornalístico, No Coração do Brasil, produzido pela Band, e por fim, o SBT criou o bem sucedido, SBT Realidade, e reativou a produção do SBT Repórter.
Para o próximo ano existe a possibilidade do fim do Repórter Record, que será substituído pela série “A Lei e o Crime” do autor Marcilio Moraes. Mais uma vez a qualidade se curva a mais um capítulo de violência na tevê, o que é lamentável. Pois o jornalístico da Record, mesmo sem contar com grandes estruturas, sempre abordava assuntos de total relevância para os telespectadores, já a série será mais um retrato da violência em vários lares no nosso país, algo desnecessário, para milhões de pessoas que já acompanham a violência nos nossos telejornais, nas nossas casas, nas ruas, etc.
Todos sabem que sou fã de programas jornalísticos, e como não poderia deixar de ser, acompanhei o SBT Repórter, comandado por Cesar Filho. O programa vinha exibindo matérias inéditas, na semana passada, por exemplo, abordaram a vida dos cantores Zezé de Camargo e Luciano, já ontem, 26, o assunto também era interessante (Filhos e Famílias), e poderia render excelentes críticas da mídia e do público. Poderia. . . O jornalístico exibiu uma matéria gravada nos anos 90, e se não bastasse é inaceitável rever matérias produzidas com casais de outros países, primeiro porque a tradução é bizarra e as cenas super forçadas, segundo, porque temos tantos conflitos familiares aqui no Brasil, porque não realizar uma edição inédita do programa, mostrando casais de homossexuais que vivem juntos, conflito familiar em diversas classes sociais, analise de filhos que mataram mães, ou mães que mataram seus filhos, entrevista com psicóloga, e tantos outros casos interessantes que englobam o tema filhos e famílias. Preguiça? Falta de Recursos? Falta de profissionais qualificados? Não sei, mas se Silvio Santos e o SBT não têm condições de manter um programa de qualidade, não o faça. Poupe-me.
No final de cada programa César Filho sempre diz a mesma frase. . . “Até o próximo programa”, e sempre que acompanho fico torcendo para que ele diga, até nunca mais.
Daqui a pouco tem mais.