
A trama de Juma Maruá causou polêmica ao apresentar temas polêmicos, até então pouco explorados por outros novelistas, como relacionamento entre “irmãos”, homossexualismo, bigamia, nudez, entre outros. Após exatos 18 anos, o SBT adquiriu junto ao leilão da massa falida da Manchete as fitas de Pantanal, e decidiu anunciá-la como “Arma Secreta”.
Em um período de crise da emissora de Silvio Santos, que via a Record abrir larga vantagem na vice-liderança de audiência nacional, Pantanal serviu para aproximar as duas emissoras. E passou de trama desacreditada (Já que boa parte da mídia criticou a decisão de Silvio em reprisar uma obra que nem se quer foi produzida em sua emissora) a principal produto da rede.
A estratégia de Silvio Santos era exibir Pantanal, após o final da novela “A Favorita”, chegando a exibir chamadas do tipo “Depois de A Favorita, mude de canal e assista Pantanal”, assim desprestigiando o telejornal SBT Brasil de Carlos Nascimento. Mas, é inegável que a estratégia deu certa, e Pantanal que registrou 09ptos de média na primeira semana, a 14 em um curto espaço de tempo.
A Rede Globo resolveu contra-atacar e decidiu atrasar sua programação em quase 30 minutos, assim fazendo com que A Favorita que vinha em um acrescimento impressionante de audiência, a terminar por volta de 22h20, o que atrapalhou a média de Pantanal, que em sua reta final vem perdendo força.
E a culpa por isso, é do próprio SBT que tentou de todas as formas esticar Pantanal, fazendo uma edição sonolenta, e deixando de divulgar a novela conforme sua importância. Mas, fazendo um balanço da novela, o SBT se superou, fez uma nova abertura para trama, fez milagre no tratamento das imagens sombrias que foram ao ar às pressas no primeiro capítulo, que foi exibido em, 09 de junho de 2008.
Mas, a re-exibição de Pantanal foi um presente a todos telespectadores, que tiveram o prazer de acompanhá-la pela primeira vez, ou matar saudade de uma das novelas mais marcantes da teledramaturgia nacional. Atuações impecáveis e marcantes como Filó (Jussara Freire) vencedora do “Troféu Imprensa” e o prêmio “APCA” de melhor atriz de 1990, assim como no mesmo ano, Cláudio Marzo, que também arrematou o prêmio de melhor ator nos nas duas premiações. O que dizer então de Ângela Leal na pele da fogosa, Maria Bruaca. Por essas e outras lembranças, com cenas que memoráveis como o nascimento de Juma, as aparições do velho do rio, a morte de Maria Maruá, Tenório, entre outras e que valeu a trama que termina no próximo dia 13, valeu muito a pena ver de novo.


