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domingo, 31 de janeiro de 2010

Sessão de Domingo: Brasil ou Brasileiros?

Por Lucas D.
Ana Paula Padrão, Fátima Bernades e Joyce Ribeiro: o que elas têm de diferença? E Celso Freitas, Bonner e Carlos Nascimento, o que os diferem? Na verdade, além da casa em que trabalham, quase nada. Calma, não é uma crítica a esses nomes, nem diretamente aos seus telejornais e emissoras. Há algumas semanas, comentei que estava de férias e, por isso, evitando assistir aos jornais. Exatamente sobre isso que quero propor uma discussão aos leitores.

Em tempos de tragédias no Haiti, em Angra, mensalão em Brasília, enchentes no sudeste e outros casos bonitos de se ver como assassinatos e seqüestros, os telejornais fazem a festa e registram índices consideráveis com pautas estendidas sobre o prato sangrento do dia. Falamos tanto de programas que fazem sensacionalismo a qualquer preço, mas esquecemos de parar para pensar no que temos nos telejornais. É do jornalismo passar toda e qualquer informação, mas a forma que fazem é que gera conflito.

Em um jornal de 30 ou 40 minutos, temos o quadro dos esportes como fuga da tensão das matérias principais; uma ou outra reportagem curiosa ou leve; e, vez ou outra, séries especiais sobre atitudes positivas espalhadas pelo mundo. Informar, comover ou chocar? Qual seria a intenção dos editores ao dedicarem tanto espaço às notícias ruins? Talvez seja preguiça deles em ir atrás das notícias boas, por acreditarem que elas sejam mais difíceis de se encontrar em um país recheado de notícias ruins como o nosso. Ou seria por conhecer aquilo que atrai atenção dos telespectadores?!

Estamos em um país repleto de ONG’s, de pessoas bem intencionadas, de belezas ainda não descobertas, de cidades cheias de histórias e cidadãos com muita vontade de transmitir coisas boas. Seria tão maior o número de coisas negativas a contar diariamente na televisão? Acredito que se produza aquilo que se vende. Nós, brasileiros, gostamos ou nos atentamos mais às notícias ruins. Talvez todos nós, seres humanos. Ainda assim, cultura pode ser feita. E existem formas e formas de se passar uma mesma notícia.

Mostrar o outro lado é uma das formas positivas. Ver o vídeo de um resgate no Haiti é bonito, emociona, mas até que ponto é saudável?! Sou mais a favor das reportagens de gente fazendo a diferença para ajudar a termos um país melhor, com seres mais humanos. Políticos ruins são maioria, mas não são unanimidades. Temos centenas de projetos bons que são propostos por deputados país a fora, mas nem tornamos conhecimento. Se tivéssemos por dentro deles, se pressionássemos, talvez deixassem de ser apenas projetos.



Lucas não é místico, nem religioso, mas tem certeza que ver esses jornais sangrentos não traz apenas informação, traz uma tremenda carga negativa.

11 comentários:

Cristiane disse...

Será que os telespectadores querem mesmo notícias boas em um telejornal? Com exceção do Jornal Nacional, por tradição, e outros da Rede Globo, o telejornal que aborda mais tragédias, em geral, conseguem audiência.

Beijos!

Regina disse...

O mesmo se reflete aos jornais impressos. Aqui em Minas, existe o jornal Super Notícia, popular, vendido a R$ 0,25. É o jornal mais vendido do Brasil, e pasmem, só tem tragédia. Se torcer é perigoso pingar sangue.

Existem coberturas jornalísticas e coberturas. Basta analisar um Jornal Nacional e um Balança Geral, por exemplo.

Fátima disse...

Sonhar não custa nada. Um telejornal não sobrevive apenas com notícias boas. O problema é como essas más notícias são abordadas.

Xauuu!

OIbope disse...

12h32 Globo 13.6; Record 8.0; SBT 6.0

Bruno disse...

Muito show o texto, Lucas. Parabéns! Também acho quase impossível um telejornal sobreviver com notícias 'boas'. Divulgar ações sociais, etc. Mas de qualquer forma, o objetivo de um telejornal é informar, até mesmo as coisas ruins.

Bruno disse...

Detalhe: Share baixo, e SBT em terceiro lugar. Domingo não muito feliz.

Anônimo disse...

Daqui a pouco tem o TOP 10 da Internet. Vai virar o jogo.

Junior disse...

Mas o formato de um telejornal é exatamente esse. Informar. O que difere um telejornal de outro, ou um jornalista de outro é, como informar. Alguns preferem o sensacionalismo porque dá audiência, outros a imparcialidade, a ética, etc.

Lis disse...

Mostrar o outro lado é uma das formas positivas. Ver o vídeo de um resgate no Haiti é bonito, emociona, mas até que ponto é saudável?!

Até o ponto da NÂO EXPLORAÇÂO.

OIbope disse...

12h36

Globo 11.2
SBT 7.8
Record 7.7

TE disse...

Belo texto, pena que o povo gosta de ver tragédia. O exemplo disso é o Datena, quando tem enchente o Brasil urgente dobra a audiência. Até o jornal de férias dá plantão e tem mais ibope que opicapau.