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domingo, 20 de dezembro de 2009

Sessão de Domingo: Pecando pelo acessório.

Por Lucas D.


Existem programas que poderiam funcionar perfeitamente sem apresentadores. Não é que estes sejam ruins, apenas não influem tanto na dinâmica. Por exemplo, os telejornais usam seus âncoras mais como introdutores de reportagens. O excelente trabalho de Bonner e Fátima Bernades à frente das câmeras é nada perto do que eles fazem atrás delas. Já outras atrações tomam forma e se tornam a cara de seus condutores. Angélica, Xuxa e Hebe são os seus programas. Se substituídas, os programas seriam outros.

Temos nos realities de confinamento, como principal requisito para o sucesso, a escolha do elenco. A apresentação deveria ser apenas, como Fátima e Bonner, um complemento de luxo. Da mesma forma que assistimos ao Jornal Nacional sem o casal, deveríamos assistir a um Big Brother com ou sem Bial. Mas, o que vemos é que aquilo que chamo de acessório tem se tornado um dos ingredientes principais da fórmula do sucesso.

Em 2001, fomos apresentados, de supetão, a Casa dos Artistas. Sob o comando de Sílvio Santos e com um elenco bacana, o programa explodiu. No começo do ano seguinte, a Globo tira Pedro Bial do Fantástico e o coloca ao lado de Marisa Orth para conduzir o Big Brother Brasil 1. A eterna Magda acabou sendo calada e logo foi sacada da apresentação, remanejada para o cargo de entrevistadora e, logo depois, sendo totalmente desassociada da atração. Bial se tornou a cara do programa, assim como Sílvio a cara do genérico com artistas. Ambos cresceram com as edições seguintes e pegaram o jeito de lidar com seus “inquilinos”.

Tivemos de 2001 para cá outros programas do gênero, mas vou me restringir a um de maior relevância. Esse ano, a Record lançou a sua Fazenda e, assim como a Globo, selecionou um jornalista para conduzir os peões. Como era de se esperar, foram muitas comparações entre formatos, apresentadores e confinados. Britto Jr. foi alvo das mais duras críticas durante toda a primeira edição.

E assim como a Casa dos Artistas e o BBB, A Fazenda também engatou sua segunda edição logo em seguida à primeira. Comparações sobre o formato e o elenco ficaram mais amenas. Mas mesmo com uma produção mais empenhada, a audiência ainda não engrenou. E se o bicho ainda não pegou, o pecado não é só da Record. Às vezes, as coisas simplesmente não acontecem. Lidar com humanos em um show de realidade é isso. Porém, a emissora pecou na má escolha da apresentação.

As críticas destinadas à Britto não eram infundadas. Ele realmente se mostrou muito ruim em seu papel. Seus suspenses são infantis e não convencem. Todos sabem que o primeiro com quem ele conversa no momento da eliminação está salvo. Sabemos que quem ele aponta na hora de falar quem “por decisão do público” está eliminado também está salvo. Sabe-se ainda que a “missão muito especial” do eliminado é escolher o novo fazendeiro e por aí vai. Além disso, na falta ou não de polêmica no jogo, Britto Jr. faz de tudo para gerar algum conflito. Mesmo em situações claras de amizade (ou tática de jogo), o fazendeiro-mor tenta, sem sucesso, injetar um veneno. Fora as narrações mais que desnecessárias. É como se Bial, ao soltar um “vamos dar uma espiadinha”, ficasse comentando quem se levantou para ir ao banheiro, quem está conversando ou bebendo água... Coisas que o telespectador está assistindo.

Como disse, nessas atrações, o apresentador é um acessório. Bial é uma grata surpresa, além das expectativas. Britto, totalmente aquém delas, chega ao ponto de além de não somar, diminuir o programa. Por vezes, me peguei desistindo da atração por não aturar os excessos do ex-apresentador do Hoje em Dia. Infelizmente, a Record não lançou o programa com uma “cópia” de Marisa Orth. Talvez, ela tivesse se saído melhor que a idéia mal sucedida de Pedro Bial, já que sacar o apresentador agora dificultaria a solidificação de uma imagem do programa na mente dos telespectadores. Britto, que tenta ser tão filosófico, poderia seguir um dito popular bastante simples: “Mais ajuda quem não atrapalha”.


Lucas tentou ver A Fazenda 2 algumas vezes e em todas elas, sem exceção, desistiu por causa do acessório incômodo.

7 comentários:

TE disse...

Eu não posso falar nada. Não assisto nenhum dos dois.

Nina disse...

Cara, você acabou com o CaBritto Jr.!!! Fiquei até com pena do coitado... Eu, que nunca assisti "A Fazenda", fiquei mais desmotivada ainda em acompanhá-la. Na verdade, fiquei até com medo! Cruz credo!

Elias disse...

Luca vc consegue derrubar até os textos do telinha. 2 comentários, Putz!

Akissel Donner disse...

Nossa... concordo plenamente!
O brito junior é algo horrivel , ele nem sabe apresentar!
Outro dia , eu estava vendo o dia de eliminaçao , e o desastrado depois de mandar alguem voltar pra sede (como de costume) ele teve a coragem de dizer " enquanto agente faz a contagem de votos , vamos ver o ** voltando pra sede!" ... isso gerou uam grande polemica, pois pode ter deixado na cara, que a fazenda é uma farsa! (bom , eu nao digo nada)

Elias , nao é isso ! É que tem muita gente que nem assiste a fazenda, por isso devem nao ter "querido" comentar!

Guilhermina disse...

É isso mesmo Lucas, o Brito é um mala sem alça, que piora ainda mais o andamento do programa, que já é lento. Pensei que na segunda edição, ele ia melhorar ou a direção tomaria alguma providência nesse sentido, mas que nada. O programa depende sim, e muito do apresentador, e o estilo Brito Junior de apresentar é chato, enrolado, repetitivo. Bola fora da Record, que gasta horrores para fazer uma segunda edição, e não percebe que está pecando tá parte mais importante.

O LABIRINTO DE DYLAN ALMEIDA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O LABIRINTO DE DYLAN ALMEIDA disse...
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